domingo, 10 de maio de 2009

~~*Somos Frágeis*~~



"Achava que não podia ser mogoada;

achava que com certeza era imune ao sofrimento-

imune `as dores do espírito ou da agonia.

Meu mundo tinha o calor do sol de abril

Meus pensamentos,salpicados de verde e de ouro.

Minha alma em êxtase, ainda assim

conheceu a dor suave e aguda que só o prazer

pode conter.

Minha alama planava sobre as gaivotas

que, ofegamos, tão alto se lançando,

lá no topo pareciam roçar suas asas

farfalhantes no teto azul do ceú.

Como é frágil o coração humano-

um latejar,um frêmito-

um frágil luzente instrumento de cristal que chora

ou canta.

Então de súbito meu mundo escureceu

E as trevas encobriram minha alegria.

Restou uma ausência trite e doída

Onde as mãos sem cuidado tocaram ou destruíram

minha teia prateada de felicidade.

As mãos estacaram,atônitas.

Mãos que me amavam, choraram ao ver os detroços do

meu firmamento.

Como é frágil o coração humano-

espelhado poço de pensamentos.

Tão profundos e trêmulo instrumento

de vidro, que canta ou chora.

Sylvia Plath

Tradução de Mônica Magnani Monte

terça-feira, 5 de maio de 2009

~~*Todas as sensações*~~

"O que nós vemos das coisas são as coisas
Por que veríamos nós uma coisa se houvesse outra?
Por que é que ver e ouvir seria iludir-nos
Se ver e ouvir são ver e ouvir?
Alberto Caeiro

sábado, 2 de maio de 2009

~~*As palavras seduzem*~~

"Uma palavra morre,
Quando é dita,
Dir-se-ia
Pois eu digo
Que ela nasce
Nesse dia"
Emily Dinckinson
Tradução:Aíla de Oliveira Gomes.








quarta-feira, 29 de abril de 2009

~~*Construir o homem e o mundo*~~



"O sonho do homem é ser totalmente senhr de sua existência. E tem

razão, pois sua superioridade sobre o animal consiste em poder

analisar-se, analisar o mundo, julgar e dirigir sua vida segundo

as normas de seu ideal. Mas, muitos homens que se julgam

donos de sua ação, de fato,mais ou menos escravos de seu corpo

e sua sensibilidade. Não conseguiram estabelecer e manter sólida

a hierarquia de suas faculdades.Estes, ou não são lúcidos, ou não contam

senão com suas próprias forçar para se manterem "de pé".

Michael Quoist